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A Prefeitura de Birigui, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou frente intensiva de combate ao mosquito Aedes aegypti, priorizando os bairros João Crevelaro, Quemil e adjacências. A medida é uma resposta direta aos dados da última Avaliação de Densidade Larvária (ADL), que identificou um índice de infestação superior a 4% - patamar quatro vezes superior ao recomendado pelo Ministério da Saúde.
EM ALERTA
Embora Birigui tenha obtido redução de quase 80% no número de casos confirmados de dengue este ano com relação ao mesmo período do ano passado, a Secretaria de Saúde não baixou a guarda.
Em 2025, foram registrados 731 casos confirmados da doença, com um óbito. Já em 2026, até o dia 27 de janeiro, data do último boletim epidemiológico, o município contabilizava 155 casos, sem registro de dengue grave ou óbitos.
A escolha dos bairros João Crevelaro, Quemil e adjacências como pontos de partida deve-se à maior concentração de larvas encontradas nestas áreas durante os levantamentos técnicos realizados no início deste ano.
As equipes de Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) estão percorrendo as ruas destes bairros para vistorias minuciosas em quintais; orientação direta aos moradores sobre o descarte correto de materiais; aplicação de larvicidas em locais onde a remoção física da água não é possível; e identificação de imóveis especiais (ferros-velhos e depósitos) que exijam fiscalização rígida.
NEBULIZAÇÃO
Paralelamente às visitas, a Secretaria de Saúde também estabeleceu cronograma de nebulização costal.
"A nebulização é uma ferramenta de contenção para eliminar o mosquito adulto, mas o sucesso desse tipo de operação depende da eliminação dos ovos", explica a secretária municipal de Saúde, Patrícia Gomes Ferreira Silva.
Ainda segundo ela, se o morador do imóvel não limpar o pratinho de planta ou o ralo, entre outros locais que possam acumular água, o ciclo do mosquito recomeça em poucos dias.
“A prevenção é a única medida eficaz contra a dengue, a zika e a Chikungunya”, completou Patrícia.
APELO À POPULAÇÃO
A secretária de Saúde observou que as equipes também tem enfrentado o desafio de se depararem com muitas casas fechadas, além da recusa de moradores em permitir a entrada dos agentes.
A Prefeitura de Birigui reforça que todos os profissionais estão devidamente identificados com uniformes e crachás.
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